sexta-feira, 23 de agosto de 2013

análise do documentário Tropicália


Tropicália
A emissora de televisão BBC de Londres confeccionou um vídeo sobre um movimento musical brasileiro que surgiu e teve seu ápice durante a ditadura militar no Brasil, a tropicália.
A música tem importância crucial para a formação da identidade nacional, protestar, retratar a realidade social, assim como formar imagem positiva aos estrangeiros para que o turismo possa crescer. No Brasil não foi diferente durante as décadas de 1950 a 1980, durante esse período houve nesse país uma ditadura que foi combatida por meio de músicas de protesto.
Dentre os ritmos que foram sucesso, a tropicália se destacou por ser a mistura de outros ritmos, principalmente o rock com ritmos brasileiros. Na televisão brasileira, ainda muito influenciada pelo rádio, até porque a maioria dos programas televisionados era transmitida nas emissoras de rádio simultaneamente, os festivais de música brasileira foram sucesso absoluto.
Nesses referidos festivais foram lançadas inúmeras músicas que obtiveram êxito homérico. Algumas dessas músicas foram censuradas pelo governo militar, pois eram protestos ao regime estabelecido. Encabeçada por Gilberto Gil e Caetano Veloso usava-se muito de metáforas para driblar a censura, porém seus líderes foram detidos e exilados, retornando com a anistia oferecida pelo governo após alguns anos.
A tropicália surgiu em um tempo onde a situação política brasileira necessitava de críticas que pudessem transformar a mentalidade do povo, porém recebeu duras críticas dos maiores interessados em mudanças, os políticos da oposição ao regime, o povo assistiu inerte e se rendeu ao governo, mesmo com algumas minorias buscando direitos políticos, de expressão, liberdade.
Com o fim do regime militar e da censura não há necessidade de se expressar por meio de metáforas contra o governo estabelecido, portanto a necessidade de músicas de protesto como a tropicália não tem espaço na conjuntura atual, abrindo espaço assim para músicas de apelo sexual, incentivo ao crime, ou simplesmente de alienação do povo que infelizmente fica inerte e aceita qualquer coisa que seja legitimada por meios de comunicação de massa.

Sobre comidas e mulheres


Sobre comidas e mulheres
 












Nós brasileiros sempre associamos, até mesmo inconscientemente, acomida a tudo, inclusive às mulheres. Nosso vocabulário é cheio dessas associações como dizer: os homens “comem” as mulheres ao relacionarem-se sexualmente, quando se reclama de algo que lhe garante o sustento é cuspir no prato que comeu, entre outros.
Ao fazer esse tipo de associação não só afastamo-nos de outras culturas, como fazemo-nos únicos, exatamente por misturarmos tudo ao nosso redor, Roberto da Matta fala sobre a relação do cru com o cozido, onde o cru é visto como a brutalidade, o duro, forte, o homem. O cozido é o macio, o de mais fácil digestão, o delicado, a mulher.
Em outras culturas essa relação complexa é mais difícil de compreensão, por não haver tanta relação entre a comida e a vida. A preocupação de outros povos com a comida é de comer para viver, ou às vezes viver para comer, mas relacionar tudo com o que comemos, isso é brasileirismo.
Não há como pensar nessa relação sem pensar no prato típico do nosso Brasil, o arroz com feijão. O branco com preto, o preto no branco, a mistura interessante e intrigante aos outros povos, pois a miscigenação é vista até mesmo no prato nosso de cada dia. Sem essa relação, o cozido, prato popular onde o arroz e o feijão são cozidos juntos, miscigenando-se e tornando-se algo único, não teria razão de existência.
 Mary del Priori nos relata em seu livro Barrocas Famílias que em Minas Gerais, no século XVII os homens iam às minas e quando não encontravam ouro, prata ou outros minérios, tornavam-se gigolôs de suas esposas que viravam prostitutas dos outros garimpeiros que tinham mais sorte.

Concepção Filosófica Aristotélica


Concepção Filosófica Aristotélica
Aristóteles, um dos maiores filósofos da história, foi discípulo de Platão por 19 anos, fundador da escola ateniense Liceu, gostava de lecionar em caminhadas, donde surge o termo escola peripatélica.
Seu pensamento filosófico é uma grande crítica aos pré-socráticos e a seu mestre Platão, buscando superar os pensamentos filosóficos vigentes até então, tendo assim um estilo inconfundível, original, único, donde surge uma nova concepção filosófica.
Aristóteles inicia sua crítica por seu mestre, pela concepção platônica do dualismo, onde existem dois mundos, o real, sensível, e o das ideias, subjetivo. Sua crítica baseia-se em infinitos pontos externos de influência e não apenas a relação externa entre dois pontos. Afirma também que todos os seres, objetos, coisas são compostos por forma e matéria.
Ele elabora também, três distinções adicionais acerca da matéria, são elas: Essência e acidente; Necessidade e contingência e; Ato e potência. Faz a distinção das quatro dimensões da causalidade: Causa formal; Causa material; Causa eficiente e; Causa final.

Matrizes do povo brasileiro


Matrizes do povo brasileiro

O povo brasileiro é fruto de miscigenações inúmeras entre pessoas de principalmente três matrizes, nativo-americana, africana, e europeia, representada principalmente pelos portugueses, colonizadores desta terra.
A matriz nativo-americana é formada por ancestrais de origem indígena, fazendo com que a cultura brasileira incorporasse vários aspectos desta.
A matriz africana é formada por negros da África subsaariana de vários povos, escravizados para a mão de obra na lavoura canavieira.
A matriz europeia é formada pelos colonizadores, portugueses em sua maioria, que a partir da crença cristã católica formou a base da cultura social brasileira.

resenha pedagogia como prática de liberdade


A educação é parte integrante do homem, porque, “não existe sociedade sem educação, nem homem no vazio” (p. 43). E influi diretamente na política, pois é através da conscientização que se faz possível a democracia, porque ela reconhece o despotismo padecido e produz a luta pela libertação. Somente na medida em que se usa mais as funções intelectuais e menos as instintivas e emocionais é que o homem pode integrar-se, pois torna-se flexível e veloz no raciocínio. (p. 53). O aprendizado é uma forma de se tomar consciência da realidade, porque a conscientização é a prática da libertação, e “os alfabetizados são mais exigentes em relação às lideranças populistas.” (p. 31)
O homem crítico existe e não somente vive, pois consegue transcender, discernir, dialogar, comunicar, participar, incorporar, modificar, temporalizar-se, integrar-se, objetivar-se, passar experiência, criar e recriar, que juntos são o sentido da criticidade. Esse existir é a capacidade de contextualizar-se que lhe dá liberdade para a capacidade criadora e educadora. “A partir das relações com a realidade, o homem temporaliza-a, domina-a, humaniza-a, pois é criando, recriando e decidindo que o homem faz as épocas históricas e participa delas.” (p. 51).
Com isto a salvação democrática do país estaria fazendo-o uma sociedade homogeneamente aberta través, principalmente, da universalização da educação como fator preponderante da criticidade. Para tanto é necessária a opção pelo pensamento crítico ante as prescrições e expectativas alheias.“A libertação do homem vem através de uma permanente atitude crítica” (p. 51).
O saber democrático jamais congrega-se autoritariamente, pois somente existe como conquista comum do trabalho do docente e do educando.“É impossível dar aulas de democracia e, ao mesmo tempo considerarmos como absurdo e imoral a participação do povo no poder.” (p. 23).O trabalho do educador deve ser complementado por políticas de organização de massa, para que não sejam manipulados com tanta facilidade.
A conscientização é a grande luta do homem para superar os fatores que o fazem acomodado e ajustado, e não ideologizar ou propor palavras de ordem.Todavia,“toda prática implica em algum perigo de transfiguração de suas ideias originais.” (p. 31).Entretanto,“a conscientização abre caminho às manifestaçõesdas insatisfações sociais, que são os componentes da situação de opressão, significa radicalização política.”(p. 20). Atéporque as “classes populares são radicais, ainda mesmo que não o saibam.” (p. 20).
O tempo histórico apresenta tempos de trânsito em que os valores são substituídos. Todo trânsito é tempo de mudança, no entanto nem toda mudança é trânsito, ele implica numa marcha acelerada rumo a novos temas e tarefas, afetando profundamente a ponto de criar um novo período histórico.
O grande mal estava no despreparo do brasileiro para a captação crítica do desafio, descambando assim para a sectarização. E o fanatismo tem matriz preponderantemente emocional e acrítica; é arrogante, antidialogal, reacionário, nada cria porque não ama, não respeita o outro, tenta impor sua opinião ao outro, é inclinado ao ativismo, que é ação sem vigilância da reflexão, daí o gosto pela sloganização que dificilmente ultrapassa a esfera dos mitos, morrendo assim em meias verdades, nutre-se do puramente relativo a que atribui valor absoluto. (p. 58/59).
Na atualidade brasileira a supremacia vem transplantando respostas e soluções, que fora do contexto, acabamalienando o povo, massificando-o.A responsabilidade e o poder de decisão são execrados no assistencialismo, e assimconstrói-se uma sociedade facilmente manipulável, porque “a massificação e assistencialismo tem relação de causa e efeito,” por isso “a assistência ideal é ajudar o homem a se ajudar.” (p. 65/66).
A resposta seria “uma visão nova de velhos temas que se consubstanciando, nos levariam a uma sociedade crítica, mas a distorção desses poderia levar-nos a uma sociedade de massas onde o homem descritizado seria domesticado por sua acomodação.” (p. 55). A educação deve propiciar a reflexão sobre o próprio poder de refletir dando-lhe instrumentalidade, explicitação de suas potencialidades que decorre da capacidade de opção. “A consciência intransitiva faz com que o homem viva numa órbita vegetativa. Enquanto a transitividade da consciencia permeabiliza o homem, leva-o ao compromisso existencial.” (p. 68).A transitividade crítica é o ideal a se chegar por ser “a matriz da verdadeira democracia,” alcançada com educação dialogal e ativa, voltada para a responsabilidade social e política. (p. 69/70). Enquanto a ingênua aceita tudo sem pestanejar e a fanática absolutiza o seu ponto de vista.
Parecer da resenhista
Esse livro apresenta indicação para estudantes e pesquisadoresna área das licenciaturas e pós-graduação, pois apresenta linguagem clara, sendo útil para a formação e capacitação de professores dedicados à prática da conscientização dos discentes, levando o país assim à verdadeira democracia.
FREIRE, Paulo. Educação como prática de liberdade. 24. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.

Educação no Brasil


Educação no Brasil
A educação brasileira é resultante da fusão de várias ideologias educacionais, tomemos a grega por exemplo.  Os sofistas, filósofos que se preocupavam com a retórica e oratória, eram educadores por profissão, no entanto apenas pessoas abastadas podiam pagar suas aulas, por serem muito caras.
O modelo de ensino sofista é a aprendizagem da oratória e retórica, onde quem vence o debate é a pessoa que convence as outras de seus preceitos e ideologias.
No modelo socrático, a educação é algo que surge do interesse, da busca interior, onde o educador apenas estimula o aluno com a dialética. Sócrates ensinava quem tivesse interesse, e não apenas os ricos como faziam os seus contemporâneos sofistas.
Nisso a educação no Brasil, dividida em pública e privada, herda dos gregos, entre outras coisas, uma diferença de método de ensino e oneração que demonstram as diferenças gritantes na qualidade e no modelo de ensino da sociedade brasileira. Onde quem pode pagar tem um modelo de educação e quem não pode onerar tem uma educação que fica, e muito, a desejar dias melhores.

educação e luta de classes


Voltaire no século XIV anuncia: "Quando o povo começa a pensar, o governante começa a ter problemas.” A educação influencia a política e vice versa, pois a educação apesar de ser apenas reprodutora da discriminação social, pode revelar as brechas sociais, tornando-se um instrumento de revoluções e insurreições para a socialização do conhecimento, assim contribuindo para a evolução humana.
Por esta razão, a educação não serve a uma perspectiva utópica de mudança na estratificação social, de mudança na mentalidade, a educação nos moldes atuais serve para legitimar o regime atual.
A educação é uma forma de popularizar as formas de sobrevivência, as coisas necessárias à vida. O homem difere dos demais animais pela capacidade de criar, conservar e transmitir padrões de comportamento característicos de suas sociedades, ou seja, cultura. Onde se percebe e responde ao meio. Desta forma a cultura se perpetua através da educação.
A divisão da sociedade em classes gera um processo de aculturação por parte dos dominantes. Essa separação origina-se da divisão do trabalho, e por consequência um desenvolvimento social e uma sistematização estável da divisão do trabalho no âmbito do estado ou da educação.
A Revolução Francesa mudou a educação e os pensamentos, acarretando assim uma formação escolar voltada para o mercado que iniciava a exigência de mão de obra qualificada para as máquinas. Com isso iniciou-se a política de educação de massas, não para elevar a classe proletária, mas como um aparelho ideológico da burguesia a serviço de seus interesses.
A escola é um aparelho ideológico, porém deve se fazer também como disseminadora de conhecimentos necessários ao desenvolvimento das ciências. A grande questão levantada é: A educação é, na luta de classes, uma arma de união ou separação?